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Endireitização da Sociedade

Com esse neologismo quero começar a uma abordagem crítica, uma visão pessoal, mas fruto de observações nos últimos anos, de como a sociedade tem se manifestado quando é colocada à prova e quando é necessário tomar alguma atitude para coibir abusos ou até mesmo para cobrar do setor público ou privado seus direitos. Olhando para a série de manifestações de descaso por parte dos representantes eleitos, empresas, agências e um sem número de organizações criadas para usurpar do cidadão os seus direitos e seu dinheiro, vemos o quanto a sociedade tornou-se desencantada, frustrada e acomodada. Essas características são fundamentais numa sociedade em que a direita política e o capital a quem serve, fazem o que querem e o que bem entendem, utilizando construções ideológicas que manipulam o ser humano e os leva cumprir com os planos traçados pelos de cima, sem se questionarem, sem se posicionarem ou pensarem se é isso que importa ou se é o que querem. Nessa linha, observamos uma série de eventos ...

Resposta da Colunista ao texto anterior.

Como a busca e o caminho que escolhi primam pela igualdade, justiça e coerência, segue resposta da colunista: Caro Ailton Obrigada por sua mensagem. Grata pelos elogios, e por perceber sinceridade em meus artigos, especialmente por sentir que há em Nossa Antena uma intenção de coerência e não de agressividade gratuita. Quanto à minha visão sobre prisão especial e prisão comum, estou convicta de que o senhor não entendeu o que quis dizer. Em primeiro lugar (o senhor não é obrigado a saber), eu estava de férias, em Paris, li sobre as prisões comuns na Franca, interessei-me pelo assunto e depois li sobre o voto do Senado em relação aos privilégios para quem tem diploma (dos quais, deixei claro, discordo). Ou seja, eu não tinha a mais remota ideia sobre o que a revista estava cobrindo, que destaques estava dando naquela semana. Escrevi a coluna e enviei. Não há nenhuma relação entre as outras reportagens e meu artigo naquela semana - como aliás, nunca há, embora alguns leitores insistam em...

Coluna Nossa antena de época

Enviei esse texto, dando minha opinião em relação a matéria, segue para conhecimento: Prisão especial: direito ou privilégio? Gosto da maneira que a colunista Ruth de Aquino expõe suas idéias, na maioria das vezes baseadas nas reações da sociedade, como boa representante da classe média, ela consegue, boa parte das vezes, expor o sentimento dessa camada. Gosto da perspicácia com que aborda os temas, sua forma irônica, até certo ponto trivial, que não exige grande inteligência para entender. Gosto dos textos, corridos, sem abordagens truncadas. Gosto da Ruth, mesmo quando não concordo com ela, diferente de pessoas como Reinaldo Azevedo, Diogo Mainard, ela consegue ser legal, charmosa em sua escrita, indignada na dose certa, sensata em várias situações. No entanto, nas duas ultimas edições de época, o editorial foi sem vergonha na edição de 31 de março e nas reportagens do dia 06/04, é ai que entra minha fala em relação à Ruth. Mas vamos colocar algumas separações, para entender melhor a...

Cotas para quê?

Cotas para quê? Com essa pergunta retórica os repórteres Leandro Loyola, Nelito Fernandes, Margarida Telles e Francine Lima começam a matéria da época de 6 de abril de 2009, com o seguinte veredicto para a questão: “Reservar vagas para negros e índios ou estudantes pobres nas universidades públicas não resolve uma injustiça histórica – e cria ainda mais problemas”. Como parece, com essa constatação, os repórteres que atuaram nessa matéria devem ser especialistas em História, movimentos negros, injustiças sociais e soluções para problemas que abundam nossa sociedade. No entanto, vale lembrar aos repórteres, que as matérias sobre fome, pobreza e busca de soluções reais para essas situações não são muito constantes na mídia, são situações escondidas ou trazidas de forma mais amena possível para que a opinião pública não se manifeste. É interessante manter sempre em voga os desmandos políticos e da justiça, pois assim as injustiças sociais serão menores com o tempo tendo a sociedade como ...

A velha política ainda é a mais praticada.

Pasmo? não fico mais, não me surpreendo e nem acho que algo vá ser diferente. O presidente do Senado, José Sarney , o Ribamar , consegue ser ao mesmo tempo culpado de criar cargos em seus dois mandatos como presidente da casa e agora, contradições a parte, ter que acabar com os mesmos. Não podemos esquecer que Ribamar , o ex-presidente da república, com mais de 80 anos e mais da metade deles mamando no nosso patrimônio , nosso mesmo, juntamente com Roseana , a do 1 milhão de reais no cofre de seu marido e de seu irmão, o do grupo da politécnica, não tem ideologia além da que diz para manter-se no poder vale tudo até não ser coerente com os cargos que ocupam. Agaciel é o chefe criadores das falcatruas institucionais , ou seja, dentro do âmbito físico e administrativo da casa, precisou de uma mesa maior, Agaciel dava ao Senador, quer uma sala ou gabinete mais bonito e amplo, o Agaciel é o homem que resolve tudo, mas a que preço? Sarney e Agaciel são dois homens com características...

Dentre os ruins, os piores.

Nos últimos dois meses o assunto em pauta na agenda política brasileira foi muito mais voltado para os conchavos e personalismos do que visando a melhoria ou reformas em nosso sistema. Nesse tempo, o que vimos pela mídia eram os que receberiam agrados do PMDB ou do PT, ficando a cargo dos acordos, nada louváveis, o destino do país. Em um comentário em uma matéria do Estado de São Paulo, o cientista político Carlos Ranulfo, da universidade federal de Minas Gerais, extrai a seguinte frase “a eleição de dois representantes do partido para as presidências da Câmara e do Senado mostra a competência do PMDB naquilo que é sua especialidade, ou seja, ocupar cargos no Legislativo e no Executivo brasileiro”. O PMDB vive em função disso". Em função disso parece ser uma expressão adequada ao caso, o PMDB não tem interesses em governar para a sociedade, tem a intenção, como o PSDB, de mostrar poder, de ter nas mãos a possibilidade de colocar em cargos estratégicos pessoas sob seu comando, com ...

O sistema nas mãos de oportunistas.

Em finais de novembro de 2008, algumas movimentações estavam sendo feitas e mostradas na mídia pelo velho e inescrupuloso sistema capitalista, velho pela sua incontestável falta de visão humana e inescrupuloso por não ver nada além de sua avareza e busca incessante pelo lucro fácil. Nos últimos tempos o capitalismo em sua rota sanguinária, insensível e ultrajante, vem tentando dar aos governos e a sociedade o tom de sua evolução. No Brasil parece que essa postura é um pouco mais viva, no seu atraso comum em relação aos paises desenvolvidos, as idéias e jogadas que nascem nos paises ricos tendem a se tornarem realidade ou serem aplicadas aqui bem depois de serem experimentadas ou não darem certo lá. Vimos um vilão com cara de bom moço na TV, em novembro do ano passado, amigo do presidente operário, que se vangloria de serem íntimos, Roger Agnelli, conclamando os insidiosos capitalistas a um ataque aos direitos trabalhistas. Com frases bem elaboradas para evitar ações da sociedade, usand...