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Discussão sobre o livro Globalização - as conseqüências humanas de Zigmunt Bauman.

Bauman é surpreendente, a despeito de sua escrita cíclica, traz em suas obras verdades não ditas e informações que estão por aí disponíveis, porém inauditas. Nesse texto, sobre esse livro que tem muito a mostrar, também um dos primeiros textos, já que o tema merece reflexão profunda e longa, dou minha colaboração e opinião sobre o tema, no entanto, mais preso à obra, e a principio, sem inserção de informações de outras fontes. Ser local num mundo globalizado é sinal de privação e degradação social. Os desconfortos da existência localizada compõem-se do fato de que, com os espaços públicos removidos para além do alcance da vida localizada, as localidades estão perdendo a capacidade de gerar e negociar sentidos e se tornam cada vez mais dependentes de ações que dão e interpretam sentidos, ações que elas não controlam — chega dos sonhos e consolos comunitaristas dos intelectuais globalizados. Quando li esse parágrafo da introdução, pensei, essa é uma forma de ver a Globalização que não é ...

Publicações de alguns artigos em sites.

Escrevendo um texto para uma atividade do Circulo Palmarino Jabaquara, encontrei, surpreso, um dos meus textos em uma site de uma fedaração dos trabalhadores de saude de Sao Paulo: http://www.fenasps.org.br/noticias/290409Cotas.pdf O outro eu mesmo autorizei, no site do Circulo Palmarino. http://www.circulopalmarino.org.br/artigos/en-direitizacao-da-sociedade/

POBRES ALUNOS, BRANCOS E POBRES...(Sandra Cavalcanti)

O texto abaixo é de uma ex deputada do Rio de Janeiro, que resolveu adotar uma posicao contra as cotas raciais e expoe suas opiniões como quer, sem autoridade para tal, a mando de uma politica neoliberal e sem fundo social. Entre as lembranças de minha vida, destaco a alegria de lecionar Português e Literatura no Instituto de Educação, no Rio. Começávamos nossa lida, pontualmente, às 7h15. Sala cheia, as alunas de blusa branca engomada, saia azul, cabelos arrumados.Eram jovens de todas as camadas. Filhas de profissionais liberais, de militares, de professores, de empresários, de modestíssimos comerciários e bancários. Como a autora mesmo diz, eram filhos de pessoas de classe média ou classe média alta, não tinham nada de pobre, nesses termos, qualquer cor ou raça é relativamente respeitada. Filhas de militares normalmente são vistas, mesmo negras, com bons olhos e naquela época muito mais bem vistas. Elas compunham um quadro muito equilibrado. Negras, mulatas, bem escuras ou claras, ju...

Avaliação Congresso de Estudantes do Estado de SP

Congresso da União dos Estudantes do Estado de São Paulo. Estive no último congresso de estudantes de São Paulo, em Campinas, sai de lá preocupado, frustrado e decepcionado. Vou elencar os motivos que levaram a me sentir assim; entre 1988 e 1992 atuei em vários momentos no movimento estudantil, entre eles a campanha pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo, digo isso com orgulho, pois tínhamos capacidade de pensamento, autonomia e lideranças carismáticas para congregarem ideais. Não eram todos que tinham esse carisma ou concordavam com tudo, mas conseguiam fazer parte de um grupo que queria fazer a diferença. Em outros momentos fizemos campanhas contra aids, solidárias e de conscientização relacionadas a drogas, fizemos parte de grupos de ação que pintavam, reformavam e lutavam por uma escola melhor. Atuei em dois grêmios, na UGES, em Guarulhos, em alguns momentos na UBES representando os grêmios. Na faculdade, na qual não consegui manter-me por falta de recursos finan...

Eleição para cargos do primeiro escalão do judiciário.

Há tempos ouvimos falar de situações vexaminosas na política nacional, nas repartições públicas, nos aparelhos e equipamentos do Estado e nos poderes da democracia. Ouvir e ver tudo de que temos informação e não poder fazer nada, ou não fazer nadar por não querer é que é mais degradante. Continuamos sendo conduzidos, irracionalmente, ao abismo que é o nosso futuro; ignorantes, sem noção do que ocorre exatamente nos meandros palacianos, em nenhum momento mostramos nossa capacidade de reagir. A coisa torna-se mais séria quando percebemos que um dos poderes da democracia, o judiciário, é tão ruim, corrupto, ineficiente e incapaz quanto os outros a quem serve de contrapeso. A democracia vem com um pacote, os três poderes servem para colocar freios e limites uns aos outros, mas o judiciário deveria ser o que mais lutasse para manter a ética e a moral, ademais, é sua função ser limpo e coerente com as leis e com o bom senso. É nessa atmosfera de impunidade, fisiologismo, nepotismo, mordomias...

O texto a seguir foi uma pequena discussão em relação a postura do parlamentar Agnaldo Timoteo, em sua fala na câmara

Existe no email enviado ao vereador uma alusão a suas declaracoes no jornal folha de bonsucesso, para esclarecer possiveis entendimentos errôneos. Constam no texto o email inicial, réplica e tréplica. Parte das informações são facilmente encontradas na internet, inclusive a entrevista no jornal folha de bonsucesso. Preservando sempre a democracia, o texto está na íntegra, com a resposta do parlamentar da mesma forma que foi enviada. O sequenciamento das mensagens está do fim para o começo. -----Mensagem original-----De: ailtonamaral [mailto:ailtonamaral@hotmail.com] Enviada em: quarta-feira, 6 de maio de 2009 02:12Para: 'Agnaldo Timóteo'Assunto: RES: Agnaldo, Travar um debate com uma mente brilhante que consegue dizer em tão poucas palavras o que realmente tem a oferecer, seria desmerecer a inteligência de qualquer cidadão consciente. No entanto, para travar um debate é necessário pelo menos um pouco de inteligência, bom senso e capacidade de discernimento, algo que um de nós d...

Texto baseado em análise bibliográfica de dois autores: Sennett e Bauman, ambos sociologos com vários livros publicados e temas pertinentes a política

No texto “A Corrosão do Caráter” Richard Sennett fala sobre a mudança do modo de vida americano, usando como exemplo a vida de um faxineiro chamado Enrico que utilizava o trabalho como algo para servir a família; levou quinze anos para comprar uma casa. Sua esposa Flavia começou a trabalhar como passadeira para ajudar no orçamento doméstico, causando uma certa vergonha ao marido; economizava para a educação dos filhos e buscava dar-lhes o que não tivera, a chance de vencer na vida, de ter mobilidade social; antipatizava com as minorias como os negros, apesar de ter trabalhado com alguns deles e com os imigrantes não italianos, mesmo com seus pais mal sabendo falar inglês e com pessoas de classe média, pois sentia que o viam como um zero ou algo invisível; não tinha aliados de classe, seu sindicato era o responsável pelas decisões junto aos patrões; tinha uma rede de amigos baseada no bairro em que vivia antes da nova casa; a vida pacata tornava possível observar o mundo e planejar seu ...